
... catarinenses ganham 14 medalhas em concurso nacional!
O 7º Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados foi realizado entre dos dias 9 e 11 de setembro, no Rio do Rastro Eco Resort, em Bom Jardim da Serra - SC.
Os vinhos finos de altitude de Santa Catarina levaram 14, das 50 medalhas concedidas a vinhos brasileiros, no 7o Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados/Concurso Mundial de Bruxelas edição Brasil 2010. Os vinhos catarinenses premiados foram escolhidos entre 186 amostras inscritas no concurso. Foram quatro medalhas de Prata, sete de Ouro e três Gran Ouro, uma fatia de 28% de todas as premiações. As empresas contempladas foram a Sanjo, Suzin, Quinta Santa Maria, Panceri, Kranz, Quinta da Neve, Pericó e Santo Emílio.
Doze jurados, sendo quatro estrangeiros e oito brasileiros, degustaram às cegas as 186 amostras de vinhos recebidas de várias partes do Brasil: Vale do Rio São Francisco, no Nordeste; Campanha Gaúcha, Vale dos Vinhedos, Flores da Cunha e Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul; de São Joaquim, Caçador e Campos Novos, em Santa Catarina, e do Paraná. Também foram analisadas 35 amostras de destilados brasileiros.
As vinícolas Sanjo e Suzin, ambas de São Joaquim, levaram três medalhas cada. A Suzin ganhou duas medalhas Gran Ouro, uma com o Cabernet Sauvignon 2007 e outra com seu Merlot também 2007. A terceira medalha, essa de Ouro, foi conquistada com o Suzin Rosé 2008. A Sanjo conquistou uma medalha Gran Ouro com seu Núbio Sauvignon Blanc 2009. E ganhou duas outras medalhas, essas de Ouro, com o Maestrale Integrus Chardonnay/Sauvignon Blanc 2008 e com o Núbio Rosé Cabernet Sauvignon 2008.
A Quinta Santa Maria, de São Joaquim, conquistou duas medalhas, uma de Ouro, com o Utopia Glamour Chardonnay, e outra de Prata, com o Utopia Lote Um. Também a vinícola Panceri, de Tangará, ganhou duas medalhas, uma de Ouro, com o espumante Panceri Moscatel, e outra de Prata, com o Reserva Panceri Cabernet Sauvignon 2006.
A vinícola Pericó, de São Joaquim, conquistou uma medalha de Ouro com o espumante Pericó Brut Branco Charmat 2010.
Também de São Joaquim, a Quinta da Neve levou uma medalha de Prata com seu Cabernet Sauvignon 2008. A vinícola Kranz levou outra medalha de Prata, com seu vinho de estréia, o Kranz Merlot 2008. E a vinícola Santo Emílio, de Lages, levou uma medalha de ouro com seu Espumante Rosé Brut Stellato.
“Isso mostra o reconhecimento de um trabalho que começou há dez anos. As regiões de altitudes de Santa Catarina começam a mostrar seus frutos, que estão sendo reconhecidos inclusive por pessoas de fora de Brasil”, afirmou o presidente da Associação Catarinense dos Vinhos Finos de Altitude – Acavitis, Eduardo Bassetti. Ele lembrou que as regiões da Acavitis têm apenas cerca de 50 rótulos de vinhos no mercado e praticamente 30% deles ganharam medalhas no 7o Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados. “Acho que esse concurso mostra que temos condições de fazer vinhos de qualidade”, complementou Bassetti.
O diretor-geral da Vinopres, Baudouin Havaux, mostrou-se positivamente surpreso com o que viu e provou em São Joaquim e Bom Jardim da Serra. “Fala-se muito dos vinhos de altitude em todo o mundo. Mas aqui no Brasil deu-se uma prova, em muito pouco tempo, menos de cinco anos, da possibilidade de fazer vinhos de alta qualidade nessas zonas mais frias”, afirmou o organizador do Concurso Mundial de Bruxelas. E complementou: “é um pouco do futuro”.
O Concurso Mundial de Bruxelas existe há 18 anos na Europa. É um grande concurso mundial, que reúne mais 7 mil amostras de vinhos, avaliadas por mais de 250 especialistas de vários países. Fora da Europa, a Vinopres, organizadora do evento, realiza concursos nacionais no Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. No Brasil, o concurso começou em 2004, em parceria com a empresa Market Press. Ele é realizado, a cada ano, em uma região diferente. O objetivo é dar visibilidade aos bons vinhos e destilados nacionais e às regiões produtoras de vinhos no país.
Fonte: ACAVITIS.